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Os Mercenários

Os Mercenários

Os Mercenários (The Expendables), desde as primeiras notícias veiculadas na internet, era uma produção com potencial. Como não poderia? Um filme que reúne a velha e a nova geração do cinema de ação, escrito e dirigido por um dos maiores do gênero: Sylvester Stallone. Não tinha como dar errado.

Confesso também que já estava pré-disposto a gostar do filme. Primeiro, porque pude acompanhar as gravações de algumas cenas, rodadas aqui do lado da minha casa. Segundo, porque sou fã do Stallone e estou pouco me fudendo com o mimimi Stallone falou mal do Brasil mimimi vamos boicotar o filme. Erros todo mundo comete e o cara já pediu desculpas… está desculpado!

Falácias a parte, o dever de casa foi bem feito… o filme é FODA PRA CARALHO!

O garanhão italiano conseguiu escrever um roteiro simples e descerebrado, mas que cumpre muito bem o seu papel de prestar uma homenagem aos clássicos de ação dos anos 80 com uma pitada de atualidade. Quem não se lembra de ícones como Rambo, Comando Para Matar ou Massacre no Bairro Japonês? Quem não passou inúmeras Sessões da Tarde de suas infâncias vendo o próprio Stallone e outros astros do gênero causando mortes e explodindo tudo ao seu redor?

A nostalgia, porém, não é o único mérito do longa. Os personagens transbordando de testosterona (bem ao estilo oitentista) e as cenas rápidas e recheadas de tiroteios, explosões, combates e bravatas garantem a diversão ao longo dos 103 minutos de projeção.

Na trama, Barney Ross (Sylvester Stallone) é o líder de um grupo de mercenários contratados para executar uma complicada missão numa ilha da América Latina. Porém, quando ele conhece Sandra (a brasileira Gisele Itié) seus propósitos mudam e ele se vê envolvido em uma disputa maior do que imaginava. No time dos mocinhos temos ainda: Lee Christmas (Jason Statham), Ying Yang (Jet Li), Gunner Jensen (Dolph Lungdren), Toll Road (Randy Couture), Hale Caesar (Terry Crews) e Tool (Mickey Rourke). No lado oposto, estão: o General Garza (David Zayas) e o inescrupuloso James Munroe (Eric Roberts) com seus fiéis capangas Paine (Steve Austin) e Brit (Gary Daniels).

Além dos marmanjos, temos as gostosas Gisele Itié e Charisma Carpenter, suas lindas!

A história em si não tem muita profundidade e foi criada unicamente para conduzir a porradaria. E nesse quesito, as cenas são simplesmente sensacionais, dentre as quais posso destacar: o combate entre Jet Li e Dolph Lundgren, a arma super-poderosa de Terry Crews, o embate titânico entre Randy Couture e Steve Austin e a luta fodástica protagonizada pela dupla Jason Statham e Jet Li contra Gary Daniels. O diretor até tenta dar profundidade a alguns personagens com dramas pessoais ou problemas psicológicos, mas no fim é a ação que movimenta a trama. Aliás, quem precisa de roteiro quando se tem Stallone, Statham e Li lutando juntos!

Além disso, tenho que citar as participações especialíssimas de Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, que protagonizam com Stallone um encontro despretensioso e canastrão, como não poderia deixar de ser (um sonho realizado para qualquer fã destes ícones do cinema).

Minha conclusão é que Os Mercenários é um filme empolgante e divertido que não tenta ser mais do que é. Torço solenemente para que tenha mesmo uma continuação como Sly já anda comentando por aí. Quem sabe na próxima já não possamos ver Bruce Willis participando mais ativamente ou mesmo o Schwarza como presidente! Ou ainda, quem sabe os rostos que poderíamos ver: Jean-Claude Van Damme? Steven Seagal? CHUCK NORRIS!?!?

Enfim, as possibilidades são muitas… não custa nada sonhar mais um pouco. :-)

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  • Julio Luiz

    Não vejo nada de maestral no filme de Sylvester Stallone. Ele simplesmente seguiu a fórmula que o revelou para o mundo do cinema: violência e explosões para todos os lados. O roteiro é batido, assim como os personagens, que não surpreendem. As cenas de ação, sim, são um espetáculo à parte, graças à tecnologia, claro. Abs.

  • Alan Barcelos

    Fala Júlio…

    Mas é exatamente como o eu escrevi. O filme tem um roteiro descerebrado e não aprofunda os personagens (embora até tente fazê-lo).

    A proposta do filme é realmente ação desenfreada no estilo "brucutu anos 80" e, nesse quesito, o longa não deixa a desejar. As cenas de ação e a porradaria são ótimas.

    Não é um filme maestral ou revolucionário, mas é muito divertido. =)

    Obrigado pelo comentário.

    Abs.

  • Claudio

    Com todo respeito, gosto do Stallone e dos outros ali da turmas, mas esse filme é uma autentica porcaria, foi o único até hoje que por uma vírgula não saí do cinema no final naquele monte de tiros sem razão, deveria ser bem menos tiros e mais inteligencia para ficar bom.

    Roteiro para lá de fraco e foi chato ver o Rourke que esperava ter um papel de destaque ser relegado a um papel de terceira, Stallone fez um crime com ele. Depois de ver o filme dei razão ao Van Damme em ter corrido desta autentica porcaria do cinema moderno que em vez de homenagear o cinema de ação antigo, acabou por sujar o nome.

    Stallone deve repensar

    • http://www.nivelepico.com/ Alan Barcelos

      Bem, como você leu, eu gosto do filme…

      Ah… e o Van Damme vai participar do segundo filme, assim como Chuck Norris (repare como praticamente previ o futuro no texto acima…rs).

      Na continuação, o Stallone não vai dirigir, então creio que será diferente. Pode ser até que você goste. ;-)

      Abs.

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