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Kick-Ass: Quebrando Tudo

Kick-Ass – Quebrando Tudo

O que esperar do filme Kick-Ass: Quebrando Tudo (Kick-Ass, 2010)?

O longa segue basicamente a mesma premissa da HQ, porém de uma forma mais otimista. Se isto é ruim? Para alguns, talvez seja. Para mim, não foi. Admito que preferi a versão dos quadrinhos. Contudo, não significa que ficou ruim; o filme é apenas diferente.

A essência da história está lá. Nela, o estudante nerd Dave Lizewski (Aaron Johnson) decide se reinventar e assume a identidade do herói Kick-Ass, mesmo sem ter qualquer habilidade física ou coordenação motora. Quando sua imagem defendendo uma pessoa de bandidos é veiculada na internet, ele rapidamente fica famoso e acaba envolvido numa violenta trama de tragédia e vingança pessoal, enquanto tenta manter sua vida normal com seus amigos e a garota de quem sempre foi afim. O problema é que ele se vê envolvido com vilões reais, que matam sem piedade e usam armas de verdade.

Apesar de ligeiramente diferente, o filme é muito bom e não deixa a desejar com relação a HQ. As grandes diferenças estão no índice reduzido de violência (embora nem tão reduzido assim) e no final que pode ser considerado feliz; na história original, o final é bem deprimente. A única coisa que tenho a reclamar é, para evitar spoilers grotescos: que porra de “arma toda poderosa do final” é aquela?!… achei extremamente desnecessária!

Todavia, o longa tem várias qualidades que suplantam facilmente os defeitos. A principal delas é a mesma que faz a HQ ser tão maneira: Hit-Girl. Excepcionalmente interpretada pela atriz Chloë Moretz, a personagem rouba a cena toda vez que aparece e deixa sua marca no filme a cada vez que retalha seus inimigos. Se ela aparecer, pode apostar que você não vai desgrudar o olho da tela enquanto sangue é derramado para todo lado por aquela espetacular menina de 10 anos.

Hit-Girl luta ao lado de seu nada convencional pai Big Daddy, interpretado de forma magistral e divertida por Nicolas Cage, contra o crime organizado local representado por Frank D’Amico (Mark Strong, ótimo como sempre). Soma-se ao elenco de peso Christopher Mintz-Plasse, o eterno McLovin (de Superbad), hilariante como Red Mist. Tudo isso é recheado ainda com ação, comédia e várias referências aos quadrinhos, algo que Mark Millar faz muito bem na HQ.

Matthew Vaughn faz um bom trabalho no roteiro e direção do filme, e garante a mesma excelência demonstrada em outra produção sua baseada em quadrinhos: Stardust: O Mistério da Estrela. Contudo, uma falha que deve ser comentada é a falta de suspense do enredo. Ao contrário do que ocorre na HQ, não existem grandes reviravoltas no filme e as surpresas exploradas na história original são reveladas de cara no longa ou simplesmente foram desconsideradas. Nada que afete o resultado final, mas que pode causar alguma estranheza nos que leram a revista.

Kick-Ass foge dos clichês comuns dos quadrinhos e apresenta heróis de uma forma diferente e inusitada. Não é nenhuma revolução no cinema como Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas se sai bem como um filme divertido cheio sangue, palavrões e grosseria misturados com adolescência, nerdice… e Hit-Girl. Tem tudo para repetir o sucesso da HQ.

Nível Heroico

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