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Kick-Ass

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Kick-Ass é o que eu poderia definir como: uma surra bem dada! Quando terminei de ler esta HQ, me senti atordoado, como se tivessem eletrocutado meus colhões (quem leu, sabe do que estou falando)!

O quadrinho de oito edições, lançado em 2008 pela Marvel Comics, conta a impressionante história de Dave Lizewski, um adolescente nerd e perdedor, cujo maior desejo sempre foi fugir da triste realidade em que vive todos os dias. Fascinado por quadrinhos, numa hora, ele chega à questão que muda sua vida: “Por que ninguém tentou se fantasiar e ser um super-herói antes?” ou, melhor ainda, “Por que as pessoas querem ser a Paris Hilton e ninguém quer ser o Homem-Aranha?”. Inebriado com esta ideia, ele compra uma roupa de mergulho no eBay e parte para combater o crime. É nesta hora que a HQ mostra a que veio.

A intenção de Mark Millar, criador da série, é nitidamente mostrar o que aconteceria se algum maluco resolvesse sair por aí fantasiado tentando bancar o super-herói. O resultado? Sangue… muito sangue. Logo de cara, o pretenso herói é espancado, esfaqueado e atropelado, sem dó nem piedade. Aliás, esta é uma premissa bem reforçada: não há dó ou piedade! A vida real é cruel e atitudes imprudentes como se fantasiar de herói e combater o crime na cara e na coragem têm consequências drásticas.

Dave, no entanto, mesmo depois de seis meses se recuperando e placas de metal implantadas pelo seu corpo, volta a vestir a máscara e consegue salvar a vida de um homem. Seu feito é filmado e postado no YouTube e ele logo se torna uma celebridade nacional. Com isso, outros heróis começam a aparecer e somos apresentados a melhor e mais foda personagem do quadrinho: Hit-Girl.

A heroína, uma menininha com não mais do que 10 anos de idade, é simplesmente a responsável pelas maiores cenas de violência da HQ, capaz de promover verdadeiros massacres como quem brinca de bonecas. Além disso, é guiada por seu pai, convenientemente chamado de Big Daddy, com quem divide grande parte do humor negro que permeia o enredo. Outros personagens, como o “herói” Red Mist e o vilão John Genovese, são trabalhados mais superficialmente, mas ainda assim possuem seus momentos.

O roteiro de Millar ótimo e adequadamente acompanhado pela arte de John Romita Jr. — admito que não sou um grande fã deste último, mas seu trabalho é muito bem feito, principalmente nas sequências de ação. Apesar de simples, a trama consegue prender a atenção do leitor e inspira com suas várias referências aos quadrinhos e sua temática pouco convencional. As poucas reviravoltas são também um ponto alto: é impossível não soltar um “PUTAQUEPARIU!” quando descobrimos as verdadeiras motivações por trás da história do Big Daddy e os efeitos disto. Dito isso, Kick-Ass não possui grandes pretensões, mas cumpri bem o que propõe — divertir. Talvez por isto tenha agradado tanto a ponto de ser o sucesso que foi (tanto que uma continuação já está a caminho). Se você ainda não leu, aconselho que leia. A HQ vai ser lançada ainda esse ano no Brasil pela Panini num volume único, que eu fatalmente comprarei. Além disso, também vai estrear um filme baseado na revista.

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