Você Viu?

A Hora do Pesadelo 2010

A Hora do Pesadelo

A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street) é um filme que eu sempre gostei, desde criança. Tinha até uma luva de brinquedo do Freddy Krueger com a qual adorava brincar. Foi um ícone do terror na década de 80, escrito e dirigido com maestria por Wes Craven. Porém, como outros filmes de terror que marcaram época, A Hora do Pesadelo ganhou um remake, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 7 de maio de 2010. E, como todo remake que se preze, o filme deixou muito a desejar com relação à versão original.

A história segue a mesma premissa. Jovens começam a sonhar com uma misteriosa figura de rosto deformado e são retalhados por garras metálicas afiadas enquanto dormem. Os sobreviventes iniciam uma corrida contra o tempo para descobrir a história por trás do assassino, enquanto lutam para não se tornarem as próximas vítimas.

A produção, dirigida por Samuel Bayer, em sua estréia com longas-metragens, não é um desperdício completo; tem seus momentos interessantes, mas também é recheado de falhas que incomodam. Os efeitos especiais são legais e a trama é bem desenvolvida. As referências à versão de 1984 também estão lá, facilmente perceptíveis para qualquer fã da série, como, por exemplo: a morte de uma das vítimas arrastada pelas paredes do quarto, Freddy saindo da parede, a cena da banheira, o corpo sendo arrastado num saco funerário pelo corredor da escola e até o nome da personagem principal, Nancy. Porém, o filme peca por não ousar ser nada além da cópia do original com uma roupagem diferente. Por exemplo, a incerteza de a vítima estar acordada ou dormindo, um dos grandes méritos do filme original, foi completamente abstraída. A própria rua Elm recebe apenas uma “menção honrosa”. O maior prejudicado nesta história, no entanto, é o principal antagonista da série…

Freddy Krueger não é O FREDDY KRUEGER. As mortes que ele provoca são simplórias e suas habilidades de manipulação dos sonhos são pouco exploradas. O personagem parece descaracterizado, nem tanto por sua origem, que foi drasticamente modificada, mas por sua aparência e sua personalidade. Sua figura fica aquém das expectativas e não causa o impacto de outrora, apesar da louvável tentativa de compor o assassino com base em pesquisas de deformações reais causadas por queimaduras. Soma-se a isso, a clássica índole sádica e zombeteira, que é suprimida pelo rancor alimentado por eventos passados. Krueger é mostrado como um espírito amargurado, não o psicopata depravado que se tornou um mito do cinema. Além disso, Freddy Krueger não é Robert Englund. Não me entendam mal; Jackie Earle Haley (o Rorschach de Watchmen) veste o pulôver vermelho com dignidade, mas as limitações impostas ao personagem atrapalham o desenvolvimento do ator.

No fim, apesar o novo A Hora do Pesadelo não é totalmente descartável. Vale a pena ser visto. No entanto, com certeza, poderia ter sido muito melhor.

Nível Básico

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Inscreva-se no Canal

Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

It: A Coisa

It: A Coisa

Planeta dos Macacos: A Guerra

Planeta dos Macacos: A Guerra

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Siga no Bloglovin’

Follow

Vem Com a Gente

Curta e Compartilhe

Aperte o Play

Nível Épico em Imagens