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Homem de Ferro

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Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um gênio, bilionário, playboy, filantropo, como ele mesmo se define, inspirado no que é quase uma mistura entre Howard Hughes e Hugh Hefner (ou seria Stan Lee?!); um personagem inicialmente odiável, mas que, aos poucos, vai sendo construído como um herói a ser adorado, especialmente por aquele cavanhaque sacana e por seu tom despreocupado mesmo ante dos maiores contratempos.

Durante uma viagem ao Oriente Médio, ele sofre um acidente com uma bomba. Stark sobrevive à explosão, mas estilhaços da bomba permanecem ameaçando seu coração. Durante seu cativeiro, nas mãos da organização terrorista Dez Anéis (nome pensado especialmente pra quem espera ver o Mandarim), Stark é obrigado a construir uma poderosa arma, porém, ao invés disso, ele cria um sistema de suporte para seu coração junto com uma armadura. Apesar de rústica e limitada, Stark consegue usá-la para fugir, e se tornar um novo homem.

Homem de Ferro (Iron Man, EUA, 2008), do começo ao fim, trabalha sua história em cima desse personagem, complexo e cativante, que começa como um empresário mesquinho que tira lucro da venda de armas, se desenvolve, muda um pouco, e termina como um herói carismático dentro de uma impressionante armadura vermelha e dourada. Dotado de uma capacidade sensacional para errar e se redimir, Stark apresenta-se como o principal elemento para a composição da atmosfera do personagem, transposto com habilidade dos quadrinhos para o cinema. Sem dúvida, um começo promissor para a Marvel Studios.

O diretor Jon Favreau, que também aparece em cena como o motorista gente boa Happy Hogan, trabalha minuciosamente o desenvolvimento de Tony Stark, mais ou menos como acontece em Batman Begins, que é mais focado no homem, não no herói. Robert Downey Jr. é discreto e complexo como Stark, escravizado na poeira, trabalhando em segredo em busca de liberdade, sob ameaça de morte e transformando suas limitações em puro triunfo. Favreau investe nesse momento do enredo, sabe que é nessa história de origem que seu personagem vai crescer, e permanece um bom tempo sobre esse momento. Não à toa que é a parte mais legal do filme, da chegada ao cativeiro até a concepção final da armadura Mark 3, passando pela prateada Mark 2.

Claro que os efeitos visuais ajudam bastante nessas sequências, aplicados em cada detalhe e em cada parte mínima da armadura se configurando e se adequando ao corpo de Stark. O visual, sem dúvida, é uma parte importante de Homem de Ferro, e motivo pelo qual o herói demorou tanto a chegar ao cinema em sua plenitude. Noutro ponto, a trilha sonora com AC/DC é providencial para exaltar o caráter agitado de Tony Stark, enquanto a trilha instrumental de Ramin Djawadi exalta o aspecto heroico e imponente do Homem de Ferro.

Depois da construção da Mark 3, o filme se torna mais básico, do tipo herói salva mocinha, Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), e herói enfrenta o vilão, Obadiah Stane (Jeff Bridges). Com os holofotes todos sobre Stark, não sobra muito espaço para explorar os demais personagens, que funcionam apenas como elenco de apoio. Dentre eles, apesar de aparecer pouco, Jim Rhodes (Terrence Howard), melhor amigo de Tony, é o personagem que melhor funciona como apoio. Você que sabe que Rhodes vai se tornar o Máquina de Combate já começa a torcer pra que chegue logo uma continuação e ele apareça vestindo a armadura cinzenta.

A segunda metade não se mostra tão impressionante quanto a primeira, mas não compromete o conjunto, porque, nessa parte, o filme já cumpriu seu papel como história de origem. Como não quiseram gastara bala na agulha colocando o Mandarim de cara, a opção foi usar o Monge de Ferro, cuja finalidade é simplesmente fornecer um vilão para o filme, nada mais, nada menos. A batalha final não é tão grandiosa quanto deveria, mas todas as outras grandes cenas de ação que vieram anteriormente tornam o deslize aceitável.

Homem de Ferro termina como um filme de ação e super-heróis divertido pra caramba, e que, pra explodir cabeças em máscaras metálicas, é o início de algo ainda mais SENSACIONAL. A Marvel realmente foi ousada, e mostrou que sabe o que quer e aonde quer chegar. Sequências virão, e eu vou acompanhar isso, feliz e contente. Além do mais, quem não quer ver o Tony Stark de novo?! Nasce um gênio, um bilionário, um playboy, um filantropo, um herói. E o melhor de tudo, não é o único herói do mundo.

PS: No final dos créditos do filme, existe uma cena adicional que já começa a estabelecer o que a Marvel pretende fazer a seguir no cinema.

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